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Kosmic Blues vol. II Ano Novo...vida nova!! Olá!!! passei aqui apenas para avisar que não estou mais aqui...rs Mudei de endereço e aderi aos manjados fotologs...pra ver se largo dos murmúrios e devaneios e passo para post mais leves e alegres... TODOS SERÃO BEM VINDOS NO: http://fotolog.terra.com.br/kozmicblues
até lá!! Grande beijo!! Escrito por blue girl às 18h24 [] [envie esta mensagem] PERFECT... Be a good boy, a good girl…
Dia 31, 20 horas, barulho de fogos e expectativas a mil….O clima perfeito, não? O que significa a passagem de um dia pro outro? Pensando racionalmente, NADA! Com certeza todos já passaram mais horas acordados por motivos banais, já tomaram porre já amaram e sonharam muito mais em uma noite qualquer... Mas, por mais que queremos disfarçar e negar, somos seres completamente frágeis, expostos ao humor da natureza, às brincadeiras do destino. E precisamos disto! Precisamos de ritos, de confraternização de saber que, sim, as pessoas queridas estão ali, nem que seja da meia noite à uma. Mas não condeno isso...Faz parte...Afinal, quem te enganou que somos perfeitos?? O último gole do vinho do momento já se foi...Outro agora só as nove. A mãe toma banho e se prepara, o pai fica vermelho de bebida branca e reclama e, ao mesmo tempo, sei que sonha, sei que espera e deseja... Eu estou pronta. Arrumada maquiada ansiosa e esperando esperando esperando...amor paz dinheiro sucesso um novo emprego... Se esperar tudo isso numa virada de ano qualquer é ser bobo, sou uma tonta perfeita. Prefiro ser tonta e ter forças para recomeçar a segunda-feira e esperar esperar esperar... SOMETIMES.... O INCENSO QUEIMA LENTAMENTE NO QUARTO – camomila BOA SORTE DINHEIRO E PAZ – tudo que preciso agora. Esse ano está indo embora junto com as cinzas perfumadas, deixando lembranças boas ruins e uma certeza: estou começando a sentir o passar do tempo... A essa mesma hora, no ano passado, estava sentada neste mesmo computador, fazendo TCC e sendo convocada a comparecer à mesa da sala de jantar. Agora estou aqui: formada, segundo emprego lutando pelo terceiro, um ano de namoro, ano novo em família nova, amigos maravilhosos re-habitanto minha vida...Ao mesmo tempo sei que falta muito pra muita coisa acontecer...Mas já não são apenas coisas de um jovem adulto ao sabor de suas vontades... Hoje fui visitar o recém nascido de um amigo de ginásio e a ficha caiu mais ainda...Aquela coisa fofa, olhinhos vivos, espírito maroto... Ele dizia “ei! O tempo está passando”... Ao mesmo tempo, a vida me espera ali fora e quero me dar o luxo de viver ao sabor do destino...nem que seja apenas por mais um ano. Será que consigo?? Escrito por blue girl às 20h44 [] [envie esta mensagem] Reflexão... A crueldade de que se é capaz Escrito por blue girl às 11h26 [] [envie esta mensagem] Here we go again...
Impressionante esse ano! Tá, tudo bem...É lugar comum, clichê, eu sei...Mas passou muito rápido. Por um lado. Preciso começar e recomeçar muitas coisas na minha vida e nada melhor do que o início, não é? Por outro, ando com uma bola engasgada no pescoço...a danada entalou aqui e está teimando pra sair. Prefiro acreditar que passar por isso faz parte do pacote de “lições 2005”. Agora estou cansada e ansiosa...MUITO ansiosa...planos que podem ou não se concretizar no próximo ano...Tantas idéias, sonhos, desejos e decisões importantes a serem tomadas. Apertei o stop de fim de ano. Dizem - e no fundo eu sei - que agora ainda é só plantar cavucar espalhar suar. Complicado é desligar. Meu corpo está aqui agora e minha cabeça em tantos lugares em tantas cores que tenho que pensar no preto para poder dormir... No entanto, estou entalada nessa cadeira laranja roxa que me causa sensações de náusea desprezo e desilusão. Não pertenço mais a esse lugar e estou deslocada estressada desmotivada. E a cada dia a maratona recomeça o relógio não anda o celular não dá sinal de vida. E assim vai ser, até 2006 sair da moita. Alguém aí se habilita a me desejar sorte?? Escrito por blue girl às 18h00 [] [envie esta mensagem] "Oh what should I do I'm just a little baby
E cá estou eu de novo.....falling down, falling down... Quando penso que o pior já passou, quando acho que apesar de ter ainda que superar muitos obstáculos, alguns já foram transpostos, me deparo com um em cima da minha mesa, ao chegar cansada do trabalho. Acho que esse post vai ser curto e, infelizmente, sem nada interessante do ponto de vista cultural ou conteudísco. É só um desabafo curto, uma espécie de soluço engasgado na minha garganta desde a noite de ontem. E eu preciso soltar aqui essa coisa que está me comendo por dentro...mesmo já tendo conversado adequadamente sobre o assunto na noite de ontem. É engraçado porque, por não ter irmãos, as pessoas ao meu redor acham que eu sou a grande privilegiada. E não é assim. Claro que não posso negar que ser única filha tem lá suas vantagens esporádicas. Mas digo também que é um pesado fardo a se carregar, penso eu que até a minha velhice. Sempre, desde que me conheço, fui cobrada, recobrada, desdobrada. Se me perguntarem quais os maiores ataques de nervos que passei na vida, pode ter certeza que eles tem uma fonte certa e bem familiar, literalmente. E, vou ser sincera, não existe coisa pior do que perder as forças e o chão em decorrência das pessoas que mais deviam te amar e apoiar nessa vida. Mas é o argumento de sempre “é para seu bem”. Será? Sei que não devia fraquejar...sei que isso é pior para mim. Mas parece que é algo muito mais forte que eu – uma sensação de engasgo, de dor profunda que sai cortando tudo por dentro e que gera continuamente um novo mar de lágrimas, auto-estima fragilidade e um constante sentimento de falta de compreensão. O mais triste é que pensei que já estava hábil a lidar com isso. Mas como dizem, a vida é um eterno aprendizado. No momento em que eu mais preciso de força e impulso, sou tachada como irresponsável. Que tremenda falta de parâmetro!
De tudo isso só fica alguns sentimentos e lições muito fortes: de aprender de forma dura agora para não repetir os mesmo erros no futuro; a sensação de que eu realmente tenho que levantar sozinha e provar por a + b que eu não sou a causa de frustrações que na verdade vem deu um passado e personalidade mal resolvidos. Hoje estou aqui: caída frustrada magoado moralmente machucada. Mas nada melhor do que um grande clichê: VIVA UM DIA APÓS O OUTRO...
Escrito por blue girl às 07h50 [] [envie esta mensagem] My Song - Part I
Atendendo a pedidos (ou melhor, a pedido) aqui vai minha lista de 51 canções (nem 31, nem 101...rs). Claro que devo ressaltar que injustiças serão cometidas – afinal aqui está apenas um insignificante parcela de quase 23 anos de trilha sonora – mas tentei fazer um brainstorm para verificar quais as mais marcantes nesse momento. Devo conversar que foi uma tarefa muito boa – uma espécie de viagem no tempo – tive vontade de escrever uma por uma as histórias e sentimentos que cada uma delas me desperta: algo que talvez farei pouco a pouco. No entanto, mesmo não colocando nada no papel, o ato conseguiu me mobilizar: parei tudo o que estava fazendo e fui selecionando as músicas, colocando algumas para tocar e sentindo tudo o que senti em tempos passados de novo, tintim por tintim...Acho que deveria fazer isso mais vezes... Aí vai, em ordem cronológica: 1- Faith no more: - Easy 2- Roxette: It must have been love/ Spending my time 3- Soul Asylum: Runaway train 4- Elvis: Its’s now or never 5- Pixies: Here comes your man 6- Beatles: Michelle/Love me do 7- Jhonny Rivers: you’ve lost that lovin’ feeling 8- Nick Cave: Into my arms 9- Sonic Youth: Little trouble girl 10- Urge Overkill: Girl, you’ll be a woman soon 11- Jack Black (Marvin Gay): Let’s get it on 12- Madona: Secret/Cherish 13- Radiohead: Exit music/ karma police 14- The John Moris Orchestra: Time of my life 15- Blur: Song 2 16- Sheryl Crow: Strong Enough 17- The Smiths: There is a light that never goes out 18- Big Star: Thirteen 19- Ryan Adams: Answering bell/ Touch, feel and loose/ New York New York 20- Texas: In demand Escrito por blue girl às 23h57 [] [envie esta mensagem] My Songs - continuação
22- Buffalo Tom: Taillights fade 23- Jeff Buckley: Last Goodbye/Love, should you come over 24- Wilco: Jesus,etc/ How to fight loneliness 25- Shades Apart: Tainted love 26- PJ Harvey: C’mon Billy/The Dancer 27- Pearl Jam: Black 28- Lemonheads: Into your arms 29- Portishead: Glory Box 30- Detroit Cobras: Village of love 31-Jet: Come around again 32- Eagles: Hotel California 33- Venus in Furs: Hot one 34- Matchbox 20: Closing Time 35- Pavement: Stop breathin 36- Sebadoh: willing to think 37- Wilco: Shouldn’t be ashamed 38- Fiona Apple: Criminal 39- Janis Joplin: Piece of my heart/Kozmic Blues 40- Shivaree: Goodnight moon 41- Fastball: Wich way to the top 42- Otis Reding: Hard to handle 43- Pink Floyd: Wish you were here 44- Blind Melon: No rain 45- Damien Rice: The Blower’s daughter 46- Skank: vamos fugir 47- Wallflowers: One headlight 48- Pretenders: Touch Myself 49- Jefferson Airplane: Somebody to love 50- Morphine: Look like rain 51- The Ronettes: Be my baby Bonus Track- Stereophonics: Plastic California Escrito por blue girl às 23h56 [] [envie esta mensagem] Sick and Tired
Ultimamente ando precisando descansar... Estou muito desgastada, a cabeça anda fraquejando e meu único lampejo de consciência me faz ter vontade de ler muito e partir em busca de um novo caminho, algo que já estou fazendo. Engraçado que, no meio dessa tormenta, novos textos para o blog andaram surgindo na minha cabeça. Gostaria de entender isso: porque tenho muito mais vontade de desandar a escrever quando estou triste, com raiva ou melancólica? Tenho que admitir que, as vezes, até esboço alguns rascunhos, publico algo aqui quando estou feliz. Mas, minutos depois, já estou achando tudo muito piegas, pedante, meloso ou com uma pitada exagerada de otimismo. Mas, depois de terminar o 31 canções (cujo comentário fiquei devendo), acho que talvez possa estar enganada. Hornby não decepcionou, e deu sim sua bela contribuição para a crítica de música e, também, para essa literatura leve, pessoal e contemporânea. Depois de finalizar a leitura, fiquei imaginando o que o autor pensou quando terminou de escrever 31 canções. Afinal, ele se abriu, compartilhou uma parte da trilha sonora de sua vida, suas tristezas, alegrias e esperanças. Será que ele não pensou que tudo aquilo também soaria piegas?? Claro que não tenho a pretensão de comparar meus simples textinhos de jornalista recém-formada com o universo interior criado por Hornby, longe disso. Mas que talvez devêssemos pensar um pouco em perder esse excesso de pudor que nos acompanha há séculos e se mostrar mais, compartilhar mais, se envergonhar menos. Em diversas passagens do livro, fiquei surpresa em como tinha as mesmas opiniões do autor sobre determinados assuntos, mesmo antes, muito antes, de ter iniciado a leitura. E acho que todo o ser humano sente-se “amparado” com essa sensação de reconhecimento, não acha? Gostei do jeitão do livro, que soa mais como reminiscência do que como crítica. Mas esse é o seu charme: não são as 31 melhores canções de Hornby, mas algumas daquelas que marcaram sua vida por algum motivo. E é engraçado ver a vida por esse “viés”, e, se pararmos para relembrar um pouquinho, também temos umas vasta trilha sonora da nossa vida. Seria realmente difícil selecionar 31 canções. E Hornby faz isso com sensibilidade, sinceridade e excelência. Claro que essa é a minha opinião sobre o livro. De repente você pode começar a ler e não concordar comigo em nada. Também não quero dizer que esse seja o melhor livro do autor. É bom, mas Alta Fidelidade e Um grande Garoto moram mais ainda no meu coração. No entanto, tenho que admitir que esse é um livro muito diferente dos outros. Não é ficção, é vida de verdade. Por isso mesmo dou esse crédito ao autor: ele consegue extrair histórias interessantes e fies de uma vida comum que, cai entre nós, algo que não é uma tarefa muito fácil de se realizar. Para finalizar, vou citar algumas características do livro que me fizeram aproveitar a literatura: - Referências musicais: não conhecia grande parte das músicas. Ou seja, o livro abre um universo de novas possibilidades musicais; - Simplicidade e respeito: Detesto fãs “xiitas” musicais. E Hornby passa longe disso. Tem a coragem de admitir que não gosta tanto assim de Bob Dylan, que uma música como Like a Bird de Nelly Furtado também tem sua merecida importância em suas reminiscências. Diz que foi “metaleiro” na adolescência, mas que o tempo e a maturidade o fez reconhecer beleza em canções mais “leves”. Fala de amor, de separação, do seu filho autista, mas sem ser pedante. É a realidade e, ao mesmo tempo que há dor, há música boa que faz com que ele veja os problemas com outras perspectivas. Para ler, baixar as músicas na net e finalizar a leitura fazendo sua lista de 31, 51, 101, enfim...quantas canções foram (e são) importantes para sua vida... Escrito por blue girl às 11h46 [] [envie esta mensagem] 31 Contradições...
Sou meio fanática por Nick Hornby, portanto sou suspeita para falar sobre seu talento como escritor ou questionar suas preferências. Só posso afirmar com certeza que li quase todos os livros dele, com exceção de “Febre de Bola” (talvez pq o assunto não seja muito atrativo para mim) e, o novo, 31 Canções, que fiquei louca para comprar depois de ler uma matéria sobre ele na revista Época. Estava já baixando as músicas quando ganhei de surpresa o esperado livro, o que me deixou com um sorriso 2piR...hahaha (zoeira de meio nerd no colegial...rs).
Ainda não comecei a ler. No momento tive que adiantar cases de marketing e desvendar envenenamentos por cianureto. Mas ouvi comentários superficiais e já logo defendi meu “ídolo”: já reparou como em um mesmo assunto, as pessoas podem divergir de maneiras discrepantes?? O pior é que sempre pensamos que estamos certos, e defendemos e, às vezes até impomos sem querer a nossa visão das coisas. Resultado: desentendimentos, mágoa, ressentimento. Como é difícil vestir a carapuça do outro. Como é complicado ir além do fato em si, descobrir as raízes e como elas influenciam no presente. E não me venha dizer que passado é passado. Se realmente fosse, os psicólogos só precisavam saber a respeito do presente para nos ajudar.
A verdade é que não pensava assim, com essa perspectiva por assim dizer “acumulativa”. Muitas vezes julgava as pessoas e atitudes no aqui e agora. Depois de me ligar nisso e perceber na minha pele (e também na alheia) a tamanha carga de sentimentos e emoções que carregamos – e que aumenta a cada ano que assopramos mais uma velhinha – mudei meu posicionamento, meu ponto de vista, radicalmente. E mesmo assim ainda continuo errando muito, me cegando muito. Muitas vezes, sem perceber, acabo querendo que as pessoas sejam como eu. E, quando percebo, preciso de tempo e disciplina para me policiar, para não cobrar tanto. Acredito que um dos grandes segredos é ouvir mais, analisar mais, julgar bem menos. Afinal, somos seres falíveis, anjos tortos que nasceram para ser “gauche” na vida, como já disse o saudoso poeta. Talvez o acerto, o convívio, o relacionamento seja os grandes desafios a serem superados nessa nossa ínfima existência. E como é complicado lidar com o outro.
Da mesma forma que sofro ao tentar compreender que alguém não pode ser igual a mim em alguns sentidos, sofro quando as pessoas cobram que meu comportamento seja igual ao delas. Sofro com o julgamento, não com a crítica em si, mas com a crítica infundada ou baseada em aspectos superficiais, irrelevantes. E a sinergia? Odiava esse termo até que seu significado realmente fizesse sentido para mim: a soma das partes tem que ser algo muito maior e mais forte do que o todo. E onde entra o livro em todas essas divagações? Muito simples: Nick escreveu o consagrado “Alta Fidelidade”, no qual Rob Fleming fala da importância da música na sua vida. Claro que, por isso, muita gente pensou que o personagem era a encarnação do próprio Hornby e – se você é um deles – saiba que se enganou tremendamente. Hornby é um inglês sóbrio, com cara de tio bonzinho, não tem pinta de galã e ostenta uma careca lustrosa e orelhas grandes. Não é um solteiro inveterado. É casado e pai de um garoto autista – pois é...A vida real nos prega peças. Mas, enfim. Depois de Rob, Nick (que é apaixonado por música pop como nosso anti-herói-heróico) decidiu fazer um livro no qual ele pudesse dizer quais as músicas que ele – NICK – gosta e, principalmente – O PORQUÊ. E a realidade para muitos pode ser decepcionante (pelo menos é o que acho, volto a ressaltar que ainda não li a obra), assim como aquele novo CD da banda que vc ama e que prometia ser o máximo. Muita gente pode entender o âmago da questão e fazer uma crítica tentando entender a emoção que envolve as idéias. Ou seja, equilibrar emoção e razão em nossas opiniões e decisões. No entanto, pendemos para a emoção (com atitudes Neurastêmicas) ou, então para a razão (com atitudes Psicóticas). Difícil visualizar isso não é? Mas pode ter certeza de que alguém vê... Sempre achei que afinar os instrumentos era mais difícil do que tocar. E cada vez mais acredito que pelo menos nesse ponto estou certa.... Escrito por blue girl às 15h53 [] [envie esta mensagem] IRA!
Superficial como um espinho (...)
Escrito por blue girl às 09h29 [] [envie esta mensagem]
Início de semana e de vida. Acabou e começou, e começou mais uma vez ainda, no entanto agora está tudo meio bagunçado: papelada antiga para organizar, o teclado que não é o mesmo, telefone que toca esperando cair no ramal certo, a rua errada e esse tempo que sempre decide ficar cinzento numa segunda-feira, bem longe do cine-pipoca-carinho. Mas não posso reclamar, pelo contrário, sei o que está errado. Porém, o que está certo é a deixa que precisava. Ainda tenho que ficar um pouco mais maluca, engolir sapo, comer requentado, fazer sorrir quem está desconfiado. Mas não importa, isso tiro de letra, sei que não é nada diante da oportunidade. E, como dizia no começo, hoje tudo começa de verdade. Semana passada foi experiência, teste, osmose. Hoje tenho minha mesa, minhas coisas e posso ser estabanada novamente. Estou feliz. Já disse isso aqui, e repito novamente: adoro essas fases que em que uma coisa boa termina para outra iniciar-se. Tenho a impressão de que sempre pode ser melhor, e até agora, juro que não me decepcionei. Não que tudo tenha sido perfeito em uma mudança brusca, mas sempre temos pelo menos uma coisa importante para aprender, no mínimo. Se não tiver é porque nossas incertezas estão ofuscando a visão das coisas. Sexta passada tomei champanhe, por acaso. Coincidentemente foi um brinde a uma fase de mudanças por todos os lados: novo emprego, mais uma etapa de estudos, outros clientes, novos amigos, o mesmo amor...mas agora se reformulando. Talvez possa dizer que meu 2006 esteja começando agora, mas não gosto fazer um plano assim a longo prazo. Prefiro viver um dia por vez...
Escrito por blue girl às 17h47 [] [envie esta mensagem] MURAL...
God, I feel like hell tonight Escrito por blue girl às 16h22 [] [envie esta mensagem] “DON’T LET ME DOWN, DON’T LET ME DOWN!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Tenho pensado muito ultimamente, mas do que sempre penso (pode acreditar, isso significa muito mesmo). Mas posso resumir minhas reflexões em uma única palavra: maturidade. Afinal de contas, alguém pode me explicar com veemência que PORRA significa amadurecer? (com o perdão da bela palavra, por favor). Sempre fui muito observadora. Sempre gostei de ler e, mesmo escondendo um secreto ar de escárnio por um certo professor de filosofia, sempre fiquei pescando teorias filosóficas e amadurecendo com minhas parcas experiências de vida. Em um certo momento, então, cheguei a pensar que a vida era pura física: tudo depende de um referencial. Até mesmo conceitos arraigados. Eis então a volta ao início. Maturidade. Dependeria do ponto de vista, do ano de nascimento, da criação, da comparação do passado e do presente. Para os mais velhos, os jovens são sempre imaturos, independentemente de suas atitudes. Podem ser dedicados, esforçados, responsáveis. Mas é só pisar uma vez na bola e, PUFF, num passe de mágica vira irresponsável e imaturo. Diante disso, passei a orientar minha conduta segundo padrões difusos do conceito maturidade. Sim, difusos, mas precisamente um mosaico de conceitos. Uma mistura de experiências de vida: uma pitada do conceito dos meus pais, mais um pouquinho daquela maturidade ensinada pelos professores competentes, o exemplo de um parente, de um amigo, um pouquinho de uma música ao som de um livro, tudo temperado, é claro, a minha maneira...A pitada blue girl, que também não passou nessa vida em branca nuvem, apesar dos ínfimos anos vividos. E assim venho vivendo. Como o passado não mais. Digo isso porque já me senti muito cobrada, culpada, condenada: “isso é imaturidade menina!!”...engraçado que nunca ouvi ninguém me dizer como eu era madura, nem quando me arrumava sozinha para ir pra escola aos 6 anos, quando passei no vestibular estudando sob uma chuva de verborrogia, nem quando mostro que vou atrás do que quero e consigo, mesmo que passo a passo, qdo consigo ver felicidade em pouca coisa, quando me adapto às situações inesperadas, quando sou companheira, quando faço tudo para colocar pra cima quem me importa, mesmo ficando por baixo... Eis que então PUFF!!! Com vocês mais uma vez a garota imatura, que estuda, que corre atrás de novas oportunidades, que planeja sua vida, mas no entanto porém entranto...SONHA. Ousa sonhar com coisas tolas que pouca gente sonha ou pode sonhar. Pior ainda, tenta perseguir esses sonhos, quer sua vida completa, inteira. Não quer só a parte maravilhosa. Quer os espinhos do caminho, quer arriscar, quer ver o que dá, quer chegar lá na frente olhar pra trás e dizer: FIZ, FIZ FIIIIIIIIIIIIIIIIIZ, CARALHO!!!! Não importa se deu errado, se realmente descobriu que era apenas pura imaturidade. Mas e a puta maturidade da tentativa, da experiência de vida, da alegria de viver??? Aprendizado pra toda vida, certamente. Você que também ama que quer desesperadamente esse amor que quer viver que quer compartilhar e sonhar e viver intensamente...você sabe qual esse grito que prendo aqui tão fundo, que me envenena, que mata aos poucos esse sentimento puro que outrora visualizei eterno. Não sei o que fazer...não sei... Escrito por blue girl às 20h36 [] [envie esta mensagem] O Grito...
Se alguém lhe perguntar “me diga uma dor horrível, a primeira que venha a sua cabeça!” – provavelmente a grande maioria diria um tiro de revolver, um membro amputado, um osso quebrado, ou algo do tipo. Aliás, com toda certeza, afinal cada um destes exemplos deve realmente causar uma sensação de dor indescritível. Por outro lado, eis aí explicitada nossa visão exata do mundo, a grande dificuldade que o homem tem de abstrair. Quem citaria, por exemplo, a dor de um coração partido, de uma pessoa querida que se vai, da perda de todos os bens em um incêndio, por exemplo. São dores tão terríveis quantos as físicas, pelo menos imagino que sejam, já que não passei por todas elas. Mas é algo que dificilmente refletimos. Talvez por aquela mania de acreditar que os sentimentos são coisas bobas, inferiores. Primeiro o que está visível, o que prejudica fisicamente, o que é ruim de ver...Mas o que será que dói mais: o tiro do revólver ou a dor de uma família que acaba de perder seu filho adolescente devido a um tiro disparado pelo mesmo revólver? Claro que nem todo o caso de dor interior pode ser comparado com a dor física. Geralmente porque temos aquele eterno hábito de separar as coisas, de pensar tudo de forma fragmentada: o jornal tem o caderno de esportes, de política, de cultura, assim como o homem tem os músculos, o cérebro, os ossos. Integrados, tudo, tanto o jornal quanto o corpo, formam um inteiro. No entanto, quantas vezes associamos ao conjunto nossos sentimentos subjetivos, abstratos, enfim, tudo aquilo que faz a gente sofrer pra explicar? Quase nunca... Flagrei-me pensando assim, furtivamente, hoje. Me peguei abafando um grito com a boca fechada, querendo soltar, querendo sair correndo...mas, é claro, nada disso “pega bem”. É natural sair mais cedo do trabalho se você estiver com febre, tosse, pneumonia. Mas ai se sentir uma dor de amor, se tiver uma pendência inevitável, se sentir que precisa mais que tudo abraçar uma pessoa, naquele momento. Não é coerente, não é racional, não é profissional...é humano demais pra ser humano. É frescura, é imaturidade, BURRICE. E assim vamos engolindo dia-a-dia tudo o que aparece, quem sabe com o intuito de “cultivar” uma gastrite, criar uma insônia, uma enxaqueca, ou qualquer outra coisa que justifique alguns momentos que você precisa deixar pra você...e talvez pra mais alguém. Às vezes penso que grande parte dos mal-entendidos poderiam ser resolvidos da forma mais simples do mundo: mais horas de folgas e, conseqüentemente, mais tempo para olhar nos olhos, tempo a mais para exterminar de vez por todas intranqüilidades alheias. Escrito por blue girl às 16h37 [] [envie esta mensagem] CARPE DIEM BABY!!!
Hoje, final de tarde, matando o tempo para a hora de levantar vôo...me senti assim: com um coração enorme de grande, guardando expectativas, sentimentos nobres, nostalgia, saudades e alegria ao mesmo tempo. Às vezes me acho meio ambígua, afinal, como posso sentir repulsa e saudades ao mesmo tempo??? Como se amor e ódio fossem combustíveis essenciais para equilibrar meus sentimentos... Estranho mais cabível: boas lições que se tiram de acontecimentos ruins, coisas boas que ficaram lá atrás, coisas ruins do passado que o fazem valorizar o momento presente. Ao mesmo tempo em que estou no stand by, estou curtindo tudo agora. Começo a valorizar o presente...A tarde repleta de passado banal, mas feliz...Passados banais-felizes compartilhados no presente. Como a gente pode ser tão bobo e deixar essas pequenas sensações tão verdadeiras de felicidade escapar por pura ansiedade??? Claro que não posso dizer que sou assim sempre...Afinal, sou como qualquer ser-humano: vivo ficando cega ao tentar visualizar o futuro incerto. Mas me sinto bem quando me pego esperando esse futuro, mas lembrando com carinho do passado e aproveitando o agora. E pensar que tudo isso começou com uma simples curiosidade de rever fotos e mais fotos guardadas há tanto tempo... Escrito por blue girl às 18h40 [] [envie esta mensagem] |
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